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  Paris, toujours Paris – Confira como foi a semana de moda mais importante mundo


Ana Carolina Acom *

Repleta de novidades e de nomes famosos, a semana da moda parisiense estava como sempre: bela e admirável. E, já que estamos aqui para falar de beleza, cito Goethe apud Hegel, a respeito da arte: “o mais elevado princípio dos antigos era o significativo, mas o resultado mais elevado era o belo...

Dessa vez, ao invés de looks em especial, escolhi apresentar o que os maiores nomes da moda fizeram para a primavera-verão/2007. Como se trata da capital mais tradicional da moda universal, vamos ver algumas criações desses “gigantes”. 

Jean Paul Gaultier comemorou os 30 anos da marca em grandíssimo estilo. Ele apresentou uma espécie de “história da moda” do seu próprio ponto de vista, pois trouxe para passarela looks que marcaram sua trajetória de sucesso e ficaram eternizados, como, por exemplo, o busto pontudo, que tornou-se mais do que simbólico e mitificou de vez Madonna. Além dessas “cenas” históricas, ele trouxe uma moda sportwear, um tanto quanto interessante.

Elie Saab tem sido só destaque e sucesso! Cada vez me impressiono mais com suas criações! Nada de muito excêntrico, como meus ídolos Galliano e McQueen, sua moda é usável e comercial, seus vestidos de alta costura são sempre belíssimos, e ele traz elementos desta área também para o prêt-à-porter. Nesta temporada, sua coleção foi apresentada todinha em dourado. Maravilhosa! Alguns dirão: perua? Mas não necessariamente, sabendo usar pode ser muito chique e arrasador, mas mesmo assim tome cuidado. O verão pede um pouco de dourado, seja a pele, ou seja a roupa. Essa cor-brilho fica muito interessante em unhas ou bolsas, principalmente para usar com cores e tons pele, muito em voga pro verão.

Galliano minimalista??? Mais ou menos... O fato é que suas criações foram mais “calmas” nesta temporada, mas ele sabe o que faz. Em sua marca própria usou bastante branco em trajes “total clean”, mas com alguma extravagância em enormes chapéus. Já para a marca Dior, ele também usou tons pastéis, produziu peças comerciais, bonitas e muito chiques. Usou matérias lindas, que deram muita classe para suas criações, como exige uma casa do nível da Dior. Veja na foto (click nas fotos para ampliá-las) o vestido chocolate, tomara-que-caia. O que acha?

Nicolas Ghesquière nunca esteve tão em alta: o desfile da Balenciaga, assinado por ele, foi o mais esperado de Paris. Ele apresentou um futurismo meio pessimista, bem contrário ao otimista dos anos 60, quando havia esperança no futuro e estava arraigado à “Era Espacial”. O futurismo dos anos 2000 é ligado à defesa, e o lance da vez são as armaduras. A Balenciaga trouxe calças skinnys muito interessantes, contrariando adeptos e boatos a respeito da tendência para as pantalonas. O desfile trouxe muito preto e branco e alguns dourados também. Em Paris, acontece até o dia 28 de janeiro de 2007, no Musée Les Artes Decoratifs, a mostra retrospectiva do trabalho de Cristóbal Balenciaga. As 160 criações do estilista espanhol aparecem junto às de Nicolas Ghesquière, o atual criador da Maison, o qual também fez a curadoria da exposição. Site:lesartsdecoratifs.fr

A coleção de Alexander McQueen estava lindíssima! Com as suas, já usuais, mulheres de rostos esbranquiçados, ele apresentou fantasmas em estilo “rococó”, roupas elegantes e também para o lado da alta costura. Seus trajes já mostram o que previa Anna Wintour quando falou sobre a influência do filme “Maria Antonieta”, que, pelo que parece, só estréia no Brasil em janeiro. Ainda nesta linha mais sóbria, vêm as criações de Junya Watanabe, com características de alfaiataria, trazendo casacos de cortes impecáveis e estilos esplêndidos. Já no quesito elegância e diversão, podemos observar as coleções das marcas mais queridas e unânimes entre as mulheres: Chanel e Louis Vuitton. A primeira, além do seu já característico preto e branco, apresentou saias, shortinhos e vestidos de comprimentos ultracurtos. E a segunda, marca assinada por Marc Jacobs, trouxe roupas femininas e delicadas, muito romantismo e sobreposições em roupas adoráveis. E a coleção mais colorida e mais punk de todas foi da sempre “punk” Vivienne Westwood. Peças com umvisual divertido e muito bonito, foram vistas em looks aptos para todas as horas, além dos maravilhosos vestidos de festa, elegantíssimos e muito transados.

*Ana Carolina Acom é formada em Filosofia pela UFRGS, pesquisa moda e semiótica das vestimentas.

Fotos: Reprodução


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