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  Rock’n’roll, moda, squares, rockers...

Por Napoleão Schoeller de Azevedo Jr*
                                                                e Ana Carolina Acom*

Para criar, constantemente, os estilistas buscam inspiração em personagens, narrativas, obras de arte, épocas, ou até mesmo em lugares. O modamanifesto, em seus editorias, também escolhe uma temática para ambientar a moda e seu caráter de obra de arte de consumo, moderna e viva. Dessa vez, o olhar para os anos sessenta apareceu em nossas fotos, envolvendo também outras décadas... Pois, não basta ser “retrô” e remeter as roupas a alguma década específica, nós tentamos trazer para o século XXI a perfeita fusão entre passado e presente. Dessa forma, a roupa carrega informações históricas, sendo incondicionalmente atual. Ela tem algo a contar do passado, e ainda, remete a uma identidade dos dias de hoje, sendo parte de um estilo presente e extremamente contemporâneo.

O modamanifesto e “a moda além do óbvio” trazem este mês uma ambientação nas décadas passadas (situada entre os anos 50 e 60), tempos de revoluções em todos os sentidos: mudanças no comportamento da mulher, conflitos entre estado e estudantes, e de uma moda mais forte, que começa a se popularizar através da televisão e das revistas. Mas, nada foi mais forte ou influenciou mais gerações, culturas, moda, hábitos e todo o resto, do que o rock’n’roll. Pode ter certeza!

Com isso, apresentamos um breve texto sobre a música nos anos 60: o rock e a origem de suas influências em diferentes grupos.     

Em 1969 acontecia o maior festival de música já visto. Em uma fazenda do interior dos Estados Unidos, 500 mil pessoas se reuniram para ver e ouvir suas bandas preferidas. O público era formado, basicamente, por hippies. Esse era o movimento que, na época, estava em evidência, e que continuaria através dos anos 70. Embora a imagem de um jovem hippie nadando nu em um lago de Woodstock tenha sido aquela que ficou marcada em nossas mentes, não podemos esquecer que, durante os anos 60, outros movimentos apareceram no mundo. No início de tal década, o Rock entrou, definitivamente, para a cultura ocidental. Os Beatles surgiram nessa época, além dos Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin, The Doors, etc... Cada uma delas semelhantes em muitos pontos, mas diferentes na maioria deles.  Embora a invasão britânica estivesse acontecendo, os Estados Unidos ainda se mantinham em destaque, com nomes do nível de Bob Dylan, por exemplo.

Nos anos 50, os Rockers invadiam as ruas das cidades. Embalados por Elvis e espelhando-se em James Dean e Marlon Brando, usavam seus casacos de couros com Jeans. Nos Eua, costumavam arrumar briga com um outro grupo, pejorativamente chamados por eles de “Quadrados” (squares). Enquanto os “quadrados” viam os rockers como arruaceiros, sujos e marginais, os rockers viam os “quadrados” como “abobados certinhos”, como os mauricinhos dos dias de hoje, provavelmente infelizes nos seus ternos de cor clara e suas gravatinhas. Enquanto os ídolos dos rockers seguiam uma carreira solo (embora muitas vezes acompanhados por uma banda de apoio espetacular), os “quadrados” gostavam das “boybands” da época: Grupos de três ou quatro rapazes que cantavam simultaneamente as músicas, cada um fazendo um timbre de voz.

Paralelamente a isso, o cenário musical inglês, principalmente, se desenvolvia. Nesse país, a tradição era as bandas. Não um artista, nem um grupo de vocais, mas sim uma banda. A maior parte delas se inspiravam no blues de raiz norte americano, a fim de formarem seus sons próprios. Para citar algumas dessas bandas, que fizeram parte da “British Invasion”: The Kinks, The Animals, The Who, Harman's hermits, Gerry And The Pacemakers e há muitas outras.

*Ana Carolina Acom é formada em Filosofia pela UFRGS, pesquisa moda e semiótica das vestimentas.
*Napoleão Schoeller de Azevedo Jr. é mestrando e graduado em Filosofia pela UFRGS.
Fotos: Reprodução


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