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  Semana de Moda de Londres – Primavera/Verão 2008


Ana Carolina Acom *

Londres é por excelência o lugar das renovações e desconstruções na moda. É de lá que saem as cabeças pensantes e mais originais deste universo. Confira os destaques desta temporada e as principais tendências para o verão 2008. (clique nas fotos para ampliá-las)

A aura que paira sobre os desfiles londrinos é incondicionalmente artística e de experimentações. As roupas da Basso & Brooke saíram direto de um estúdio de pintura, eram repletas de manchas que formavam interessantes estampas, e os adereços de cabeça, por vezes, eram paletas cheias de tintas, outras eram verdadeiras pinturas surrealistas, lembrando até Miro. Ashley Isham trouxe uma moda em esculturas, além de novas construções em tecido, apareceram matérias plásticas e metalizadas em suas obras de arte elegantes e ambulantes. No entanto, o maior de todos, em termos de experimentações, tem sido Gareth Pugh. Suas criações, sempre gigantescas e volumosas, ocupam a passarela de forma curiosa e fabulosa. No fundo, podemos enxergar algumas peças de roupas, mas o que está em jogo é um conceito e não tendências.

O desfile da Paul Smith Women apresentou “garotas intelectuais divertidas”: óculos de grau, listrados, saias compridas e coloridos. Já as peças da marca Ann-Sofie Back se destacaram pela modelagem diferenciada, aliás, este é o caminho que as coleções londrinas começam a buscar: novos recortes, formas alternativas e tecidos estruturados. 

A marca eternamente retrô e ícone das décadas de 60 e 70 é a Biba. Desta vez, a inspiração foi mais pro lado dos anos 70, com alguns looks anos 20 (tenho até medo de citar isso, pois estou paranóica e enxergado 20’s por todos os lados). Falando nisso, Julien MacDonald também teve traços dos “anos loucos”, com vestidos de franjas bem melindrosa. A coleção de Kishimoto, como de costume, foi super colorida como desenhos japoneses: muitas listras e interessantes chapéus.

Resumo das tendências apresentadas em Londres para a Primavera-Verão 2008: formas abaloadas, cetins coloridos, transparências, estamparias, franjas e plissês usados como franjas, além de babados e broderies.  

*Ana Carolina Acom é formada em Filosofia pela UFRGS, é pesquisadora e consultora de moda e semiótica das vestimentas.

Fotos: Reprodução


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