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  Wicked, o outro lado de Oz

Carolina Citton Puccini *

Em nossas diversas conversas sobre o editorial O Mágico de Oz, uma determinada questão sempre surgia: nossa bruxa será mesmo verde? Por mais que discutíssemos e trocássemos idéias, o dilema continuava. Pintar o rosto da nossa bruxa de verde não ficaria muito teatral? Mas deixá-la somente com traços verdes na maquiagem não descaracterizaria a Bruxa Malvada do Oeste? Como todos podem ver no resultado final, optamos pelo meio-termo: pintamos todo o rosto de verde, mas de um tom de verde um tanto discreto.

Wicked, de Gregory MaguireE é sobre essa personagem tão peculiar de O Mágico de Oz que Wicked trata. O livro de Gregory Maguire, traduzido para o português como Maligna, volta muitos anos no tempo e conta, desde o nascimento, a vida da Bruxa Malvada do Oeste. É muito interessante ler como o autor desenvolve uma questão que ninguém dá muita bola quando lê o livro de L. Frank Baum ou assiste ao filme de 1939. Será que essa bruxa era tão malvada assim? Porque ela odiava tanto Dorothy e seus amigos? Porque ela tinha como lacaios aqueles macacos alados?

Maguire nos apresenta, primeiramente, à terra de Oz. Nas primeiras página do livro há um mapa, com todas as cidades e domínios, mostrando muito mais do que apenas a Cidade Esmeralda e a Terra de Munchkin. A história começa, com Melena, grávida de Elphaba, (que depois se tornaria a Bruxa Malvada do Oeste), e o misto de susto, arrependimento e desprezo que esta e seu marido passam quando vêem que a criança que nasceu é verde.

No desenrolar da história, ficamos sabendo como Elphaba fez para se adaptar ao desprezo constante tanto na infância quanto na adolescência. E é quando ela vai para a Universidade de Shiz que a história se torna ainda mais interessante. Lá ela é forçada a dividir um quarto com Galinda (que depois se tornaria Glinda, a Bruxa Boa do Norte), uma loira esnobe e um tanto fútil. Outros fatos interessantes que o livro revela são o porque de ela ser verde; o relacionamento de Elphaba com Nessarose, sua irmã mais nova, e como esta se tornou a Malvada Bruxa do Leste; a tirania do “Maravilhoso” Mágico de Oz contra os Animais**; todas as experiências que Elphaba fez até conseguir transformar um macaco normal em um alado. O livro termina no momento em que Dorothy chega em Oz e se confronta com a temida bruxa, e o final, infelizmente, não é novidade: assim como em O Mágico de Oz, Dorothy atira um balde de água na bruxa e ela derrete.

Poster de Wicked na BroadwayEm 2003, Wicked foi adaptado para a Broadway. Inicialmente recebeu críticas negativas, mas surpreendeu a todos e foi aclamado pelo público, tendo sessões lotadas até hoje. Em 2004, o espetáculo foi indicado à dez Tony Awards (o Oscar da Broadway), dos quais ganhou três: Melhor Atriz, Direção de Arte e Figurino. O musical, diferente do livro, foca mais em Elphaba e Glinda, e como o relacionamento entre duas pessoas tão diferentes evolui para uma linda amizade.

Eu, fã declarada de musicais e do Mágico de Oz, ainda não fui à Broadway, mas com os adventos que a Internet propicia hoje em dia, consegui fazer o download e assisti às quase três horas de show. Muitas passagens do livro foram cortadas e modificadas, mas acredito que foi uma adaptação muito bem feita. É muito legal ver a relação de Elphaba e Glinda evoluindo por meio das músicas, e é mais legal ainda ver os significados que o Homem de Lata e o Espantalho ganharam – quem eles eram antes e porque se tornam esses personagens.

Kristin Chenoweth e Idina Menzel em Wicked

O Filho da Bruxa, continuação de WickedEnfim, para acabar com este “combo” do Mágico de Oz, vale ainda dizer que Wicked, o livro, ganhou uma continuação, também escrita por Gregory Maguire. “O Filho da Bruxa”, lançado em 2005, apresenta Liir, um adolescente que é visto se escondendo nas sombras do castelo após Dorothy matar a Bruxa do Oeste.

Para saber mais sobre o autor, visite seu site oficial.
Para saber mais sobre o musical, acesse aqui.
Faça o download do Torrent do musical aqui.

**Animal  – Tanto no livro quanto no musical, há uma distinção entro os animais e os Animais, com o A maiúsculo. Este A maiúsculo quer dizer que o animal referido desenvolveu as habilidades de raciocinar e falar.

*Carolina Citton Puccini é pós-graduanda em Moda, Criatividade e Inovação pelo SENAC RS e formada em Publicidade e Propaganda pela PUCRS. Trabalha como produtora de moda e figurinista, além de ser diagramadora nas horas vagas. Tem como linha de pesquisa a importância do figurino na construção dos personagens no cinema.

Fotos: Reprodução


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