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  Semana de moda de Nova York – Inverno 2011 – 2012


Ana Carolina Acom *

Rendas, chapelões, belos mantôs e o melhor do estilo “retrô”: tudo isso podemos ver nesta última temporada pelo mundo. Como de costume, e seguindo o calendário começo com o meu humilde parecer sobre a semana de NY. Dessa vez, acompanhei tudo pela internet aqui de Montreal, donde vos escrevo, com a sorte de estar no mesmo fuso e estação da Big Apple. Sem dúvidas que é muito bacana acompanhar desfiles de inverno, estando no inverno. E põe inverno nisso... Cheguei com 22 graus negativos...

Contudo, há muita valia em observar a moda das ruas de uma metrópole da América do Norte e dar uma espiada comparativa nas fotos do “fashion street” durante as semanas de moda do “style.com”, esses exercícios são bastante educativos e realmente inspiradores!

Voilá! Falando em grandes chapéus e um “quê” setentista, eu voto em Chris Benz. Belíssima coleção apresentada de forma levemente teatral, mas não menos divertida. Alfaiataria “retrô”, no melhor sentido do termo, de primeiríssima: pantalona ou meias rendadas, faça sua escolha. Seguindo essa linha “sombreros” bacanas, temos a Malandrino. A marca apresenta um lindo desfile, que mistura uma garota moderna e seus óculos de grau com a elegância das peles e casacos perfeitos. Destaque para o vestido longo patchwork com rendas e bordados.

A Rodarte, badaladíssima pelo figurino de “Cisne Negro” e por também vestir Natalie Portman durante a premiação do Oscar, apresentou uma coleção bastante interessante. Se o estilo “Mary Poppins” sempre me agrada, com os looks da Rodarte não poderia ser diferente: vestidos e casacos longos com algo de século XVIII e um toque de contemporaneidade, que os comprimentos maxi exigem e só a genialidade desta marca poderia trazer. Preciso dizer que adorei?

O desfile de Marc Jacobs foi marcado pelas bolinhas, “pois” de todos os tamanhos: pequenas, grandes e médias. Saias lápis e pequenas boinas de vinil amarradas no pescoço deram um toque charmoso e serviram de assinatura para o desfile. Destaque para as peças em renda guipir com delicados e encantadores relevos de flores.

As roupas da Philosophy foram verdadeiros doces! Inclusive lembrei muito do que a Carol Puccini costuma contar em nossos cursos sobre o figurino do “Maria Antonieta”: Sofia Coppola teria apresentado à Milena Canonero uma caixa de doces macarons para ser baseada a paleta de cores das roupas da Rainha. Tão delicadas como a coleção da Philosophy.

Para encerrar meus preferidos, chamo a atenção para Y-3 do gênio Yohji Yamamoto: casacos impecáveis e um discreto xadrez grunge indispensável para qualquer inverno que se preze. Observe os casacos no estilo “duffle coat”, aqueles que fecham com chifre e tiras de couro (dê uma olhada na Wikipédia, e confira sua história). Asseguro que a peça está em várias coleções pelo mundo, nas vitrines e vestindo muita gente por aqui. Vale à pena apostar, pois o modelo da Y-3 está lindo!

Outros destaques eu citaria: Anna Sui; com chapéus de pele tipo cossaco e muitas sobreposições, o irreverente Jeremy Scott e suas super-girls, e claro, não poderia deixar de lado, a sempre luxuosa Marchesa e suas criações direto para o tapete vermelho.

*Ana Carolina Acom é graduada em filosofia pela UFRGS e especialista em Moda, Criatividade e Inovação pelo SENAC–RS. Atua como pesquisadora e consultora de moda e semiótica das vestimentas, através de palestras, produções e desenvolvimento de figurino. Possui artigos publicados em todo país e atualmente reside em Montreal – Canadá, realizando pesquisas de tendências para marcas do Brasil, em que é responsável pela consultoria de moda e estilo. Além disso, integra o projeto “As Carolinas”, com atuações em diferentes setores da moda.

Fotos: Reprodução





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