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  Londres Outono-Inverno 2006/07


Ana Carolina Acom *

“Londres tem sua própria identidade fashion. Você vem aqui para encontrar o próximo Alexander McQueen ou John Galliano”. Essas foram as palavras de ninguém menos que Anna Wintour, a editora chefe da Vogue americana. Apesar de britânica, há anos ela pulava Londres do circuito fashion, assistindo aos desfiles de Nova Iorque, onde reside, e aos de Paris e Milão. A presença da editora, que ficou ainda mais famosa após o livro inspirado em sua pessoa, “O Diabo Veste Prada”, na semana da moda de Londres serviu para aumentar o status e prestígio dos criadores britânicos.

Londres, terra do rock´n´roll, cosmopolita por excelência e capital mundial da confluência de culturas merece atenção e reverência perante sua moda. E não só nas passarelas como nas ruas também, a moda britânica é consagrada por sua criatividade e seus looks são de deixar qualquer “fashionista” de plantão de queixo caído.

Vamos conferir um pouquinho do que foi apresentado para o Outono/Inverno 2006/07.

O indefectível estilo grunge esteve presente, em coleções como as de Bora Aksu, Jessica Ogden, PPQ, entre outras. Seu traço característico é muito pano, listras, tons cinzentos, marrom e verde. Junto ao grunge, vem seu fiel companheiro o tradicional, divertido e elegante xadrez, que o modamanifesto mostra em Margaret Howell, Paul Smith e dos “pseudo-aspirantes” da Central Saint Martins MA. 

A moda conceitual esteve presente também no LFW, fazendo da moda literalmente uma forma de arte, Antoni & Alison usaram matérias rústicas e aplicações de quadrados nas roupas, além de apresentarem uma modelo carregando um super “pedregulho”. Artístico mesmo foi o desfile de Gareth Pugh, já chamado por alguns de o novo enfant terrible, ele expôs verdadeiros bonecos na passarela, no estilo origami japonês misturado com pierrô, além de lembrarem aqueles brinquedos de bexiga inflável e maleável. Falando em arte, o desfile de Giles foi genial, inspirado no artista americano Ellsworth Kelly, expoente da arte minimalista. Ele usou o preto sobreposto a cores vivas como rosa pink, chapéus inusitados e até uma estampa de ratinho, fez uso de estampas de animais como zebra e leopard em inesperados tons de rosa.  

As peles e o couro ganham destaque especial para o próximo inverno. Julien MacDonald fez muito uso das peles em sua coleção, das mais diferentes formas, seu desfile foi luxuosíssimo e teve a “peruinha” mais querida da América para apresentá-lo, Paris Hilton. McDonald é constantemente alvo do Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), e dessa vez não foi diferente. Ele foi atacado com bombas de farinha. Sua atitude? Ele ri dos fatos e afirma que farinha não faz nada, além de chamar mais atenção para suas criações, comentou que há quem diga que ele mesmo os contrata. Confira algumas peças.

Destaque para os coloridos desfiles, como o do indiano Manish Arora, com influências gritantes de sua terra e um desenho divertido, na barra do vestido, de “guardinhas” do palácio de Buckingham. Também para o desfile de Robert Cary Williams com saias volumosas parecendo buquê de flores e interessante mistura de texturas. E a coleção de Alice McCall, ar retrô e “identificavelmente” londrina, apresenta as meias opacas, pretas ou coloridas, tendência forte da estação.

O preto e as influências góticas apareceram em diversas coleções, em Londres e em outros lugares. É o caso de Aganovich & Yung que realizaram o desfile dentro de uma catedral, e da estreante Noir que fez jus a seu nome apresentado muito preto e o tradicional e elegante estilo masculin-feminan.

*Ana Carolina Acom é uma Filósofa da moda - formada em Filosofia pela UFRGS, pesquisa moda e semiótica das vestimentas.

Fotos: Reprodução


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